domingo, 7 de março de 2010

onde andam vocês?



Estava a ver as minhas músicas, e reparo numa pasta desconhecida.
Vou ver o que é, “os anos que isto deve ter” pensava eu. E tinha razão, músicas mesmo antigas, que estavam junto com algumas pastas recentes.
Encontro esta: “Netinho - Fim de Semana” e resolvo ouvir. O som era-me familiar, lembrava-me de alguma coisa que eu não sabia ao certo.
“Ah, já sei. Devia ter uns dez anos e ouvia isto no verão enquanto brincava no pátio ou no jardim” – cheguei à conclusão.
Já passou tanto tempo, e lembro-me de todas as coisas tão bem. Às vezes sinto falta desses verões, onde começavam logo de manha e acabavam quando tínhamos de arrumar as coisas que tínhamos posto na tenda, no jardim.
Os passeios de bicicleta, o jogo Policia e Ladrão (não o de cartas, o nosso tinha mais piada e éramos nós as personagens, ahah), as escondidas, tanta coisa.
Éramos sempre os mesmos, e passávamos umas ricas férias.
E agora apercebo-me que crescemos todos, uns atingiram a maior idade, outros estão quase a atingir, e já não existem verões desses.
É claro que os de agora são excelentes, e com pessoas fantásticas . Quem não gosta de ir de férias com os amigos, ou de passar o verão em festas? Eu gosto, claro.
Mas ao lembrar-me daqueles verões , lembro-me de um pouquinho de mim que ficou com cada um de vocês.
É tão bom ver fotografias de nós todos, acreditem. (vocês sabem bem quem são)

sábado, 6 de março de 2010


" A felicidade não é um destino, é uma viagem."

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O dia em que te esqueci.

“Durante todos estes anos eu ouvia a minha musica preferida (...) e associava-a sempre a nós.
Trauteava a letra vezes sem conta e pensava na minha história contigo. Até que um dia, de regresso a casa ao volante do meu carro pela estrada Marginal, a apanhei por acaso na rádio e nem sequer me lembrei de nós. Talvez tenha sido esse o dia em que te esqueci.”
“O dia em que te esqueci.” – Margarida Rebelo Pinto.






Não foi há muitos anos, e muito menos ao volante do meu carro pela Marginal (até porque nem tenho carta), mas foi desaparecendo com o tempo, tal como ali.
A música que dizias ser nossa enchia-me de recordações e sempre que a ouvia lembrava-me de cada pormenor.
Já passou muito tempo, tempo demais, tempo perdido em lembranças que teimavam em aparecer.
Quando ouço a nossa musica, o que mexia comigo, o que me provocava um turbilhão de emoções, desapareceu. É uma simples melodia, com uma letra bonita, nada mais.
Demorou, muito até. Mas o que importa agora é que já está tudo guardadinho num espaço só teu, mas que vai estar bem fechado.
Guardei todas as recordações de ti nesse lugar, tudo o que me fazia lembrar NÓS.
Talvez por não me ter libertado desse sentimento mais cedo, ou ter estado constantemente a lembrar-me de ti, é que eu pensava que iria ser impossível de esquecer. Finalmente percebi que tudo não passava de uma lembrança constante e de um “bater na mesma tecla”.
Nestes últimos tempos eu sei que existiu “o dia em que te esqueci!”

sábado, 30 de janeiro de 2010





" O riso é um calmante sem efeitos secundários. "